22 de jul de 2017

O Fardo Leve

por Gilberto Silos

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30)

Nesses versículos se consubstanciam  ensinamentos profundos dos Evangelhos, ou seja, a exortação, o convite, para a aceitação do Cristo como “o caminho, a verdade e a vida”.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”!.Estas palavras ecoam por dois mil anos e nunca pareceram tão atuais como nos dias que correm, pois é um convite dirigido à humanidade de todos os tempos.

É evidente que esse convite e essa promessa pressupõem a universalidade e a onipresença do Cristo. Confirmam as palavras de despedida do Mestre: “Eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

Esse convite não provém do Jesus humano, o Jesus de Nazaré, individual, habitante de um determinado ponto da Palestina há dois mil anos. Não! É o Cristo Cósmico, o divino Logos, o Verbo feito carne, que nos quer aliviar o peso das limitações do mundo material. Mas, uma atitude é necessária para que o homem tenha o seu “encontro” com esse Cristo aliviador: que procure o divino dentro de si mesmo, que descubra esse Cristo Interno, esse Emanuel (Deus conosco) no seu íntimo. “Não sabeis, porventura, que sois templo do Espírito Santo e que o Espírito de Deus habita em vós?”

Quando o homem se encontrar com esse Cristo Interno e eterno, estará livre de todo sofrimento e abandonará sua cruz? Não! Isso não acontecerá durante sua existência terrestre, porque o plano físico é intrinsecamente limitador. O homem continuará a carregar a cruz de Cristo, mas ele a sentirá incrivelmente mais leve e sua caminhada suave.

À medida que o ser humano encontre a Divindade dentro de si mesmo há uma mudança em seu estado de consciência, o que lhe permite enxergar tudo – a vida, as pessoas, o mundo e suas próprias experiências – de outra forma. Tudo lhe parecerá mais leve e luminoso, pois o homem não percebe as coisas como elas são, mas sim como ele é. Se ele é melancólico, pessimista, rancoroso, as coisas que o rodeiam serão vistas com medo e amargura, o mundo lhe parecerá um “vale de lágrimas”. Se a sua natureza é jovial, otimista e amorosa, o mundo lhe será uma escola repleta de oportunidades de crescimento e auto-superação.

O grande desafio do espiritualista é justamente praticar essa alquimia de transmutar o mundo exterior pela visão do Cristo Interno. Basta que o indivíduo mude e todos os objetos parecerão mudados; o mundo e as pessoas serão outros.

Porém, esse processo de alquimia exige esforço, vontade, dedicação. Não se realiza ao acaso. Ele representa a “busca da Canaã, a Terra Prometida”, a descoberta do Cristo Interno no íntimo de cada ser. A chegada a Canaã obrigou os israelitas, simbolicamente, a realizarem  uma longa e penosa travessia do deserto. Mas o Cristianismo Esotérico ensina que Canaã, a terra que mana leite e mel, se encontra  no próprio deserto da vida terrestre, no aqui e agora. 

Não é o nascer nem o morrer que conduzem o homem a esse estado de consciência paradisíaco, mas o próprio viver. Não há porque esperar o futuro com sua promessa de redenção e paz. Tudo acontece agora, porque o eterno é o agora, o sempre momento presente. É aqui e agora que a cruz e o fardo devem tornar-se leves.

Saiba mais: Ensinamentos de um Iniciado, Cap. XXVI - A Jornada no Deserto

11 de jun de 2017

Sabedoria Oculta


"Mas falamos a Sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para a nossa glória; A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; por­que, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas como está escrito: As coisas que o olho não viu e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam. Porém, Deus no las revelou pelo Seu Espírito, porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus". (CoríntiosI, 2:5-12)

O fato da Sabedoria de Deus tornar-se oculta e um “mistério” para o ser humano é devido à "queda do homem". Em determinado ponto de sua longa jornada evolutiva septenária, para passar da "consciência coletiva" para uma "consciência própria", a humanidade desviou-se do plano divino original que lhe fora reservado. Com isso cristalizou-se tanto que perdeu o contato consciente com os mundos e Seres agora invisíveis para nós. Ao mesmo tempo e do mesmo modo, perdeu consciência das verdades espirituais relacionadas com sua origem e peregrinação na matéria.

Anteriormente, em determinado tempo da Época Lemúrica, a consciência do homem estava focalizada nos reinos espirituais. Era inconsciente do processo físico de propagação, do nascimento e da morte do corpo. Quando seus "olhos se abriram", a consciência humana projetou-se para o exterior, em relação com os fatos deste mundo físico. As condições, então, se alteraram. Gradualmente, depois disso, sua consciência interna, relacionada com os mundos superiores, e os seres a eles pertencentes, foi desaparecendo.

Entretanto, o nadir da materialidade foi finalmente ultrapassado. Cristo o mais poderoso dos Arcanjos, veio ao mundo, foi crucificado e tornou-se o Espírito Interno de nosso planeta. Do centro da Terra Ele irradia seu poderoso amor, ajudando o homem a eterizar seus corpos, expandir suas faculdades espirituais e assim reaver sua herança perdida. Desse modo a "Sabedoria oculta" ser-lhe-á revelada e o ser humano penetrará, intuitivamente, a essência das coisas que Deus preparou para aqueles que O amam.

A Filosofia Rosacruz descreve o processo intuitivo da seguinte maneira: "À medida que o sangue passa pelo coração, ciclo após ciclo, hora após hora, durante uma vida inteira, imprime as imagens que ele transporta, nos átomos-semente, realizando um registro perfeito da vida que sempre está em contato com o Espírito de Vida, O Espírito do Amor e da Unidade.”

"Portanto, o coração é o lar do amor altruísta."

"Na proporção em que essas imagens passam internamente para o Mundo do Espírito de Vida, onde se encontra a verdadeira Memória da Natureza, para que se tornem conscientes, o homem sensível poderá ir invocando tais imagens de experiências passadas, não pelo processo comum e lento dos sentidos, mas diretamente, por meio do quarto éter, contido no ar que respiramos."

"No Mundo do Espírito de Vida o Espírito de Vida vê muito mais claramente do que nos Mundos mais densos. Lá, (que é aqui também, porque os mundos superiores interpenetram os inferiores), o Espírito de Vida, segundo aspecto de nossa Trindade Interna, está em contato com a Sabedoria Divina e em qualquer situação conhece imediatamente o que fazer, transmitindo a mensagem da apropriada ação, diretamente ao coração, que por sua vez a retransmite rapidamente ao cérebro, por intermédio do nervo pneumogástrico. Assim é que surgem as primeiras impressões- o impulso intuitivo que sempre é bom, porque vem diretamente da fonte de Amor e Sabedoria Cósmica".

Esse processo é instantâneo e tão rápido, que o coração, mais sensível e havendo o recebido de primeira mão, tem seu controle antes que a lenta razão tenha tido tempo para orientar-se. Este primeiro impulso, se realmente intuitivo, é verdadeiro. Segui-Io é um caminho de felicidade para o homem. Mas, no homem comum e pouco alerta, a mente, o raciocínio, muitas vezes condena e sacrifica este primeiro impulso. 
Felizes dos que podem atingir este estado e unir a mente ao coração.

Traduzido da Rays from the Rose Cross (década de 1965) publicado na revista Serviço Rosacruz, de março de 1966

29 de abr de 2017

A Visita de Maria

por Corinne Heline
REF. Lucas, cap. 1
Assim como a Virgem Maria, outra iniciada feminina da Ordem dos Essênios que avançou grandemente no caminho da realização anímica, foi Isabel, esposa do Sumo Sacerdote Zacarias, mãe de João Batista e prima da abençoada Virgem Maria. Tanto Zacarias como Isabel igualmente como José e Maria, eram Essênios e receberam a anunciação evangélica, sendo os agentes de uma imaculada concepção. Foram eles os instrumentos de expressão de um elevado Ego, descrito pelo Mestre como "o maior dos nascidos de mulher" que renasceu na pessoa de João, o Batista.

As duas, Maria e Isabel, conheciam seus filhos antes deles renascerem, quando ainda se encontravam entre os Anjos do céu. Foi o chamamento anímico desses dois grandes Mestres que despertou os poderes espirituais latentes daquelas mulheres excepcionais: destinadas a lhes servirem, honrosamente de mães na carne. A visita de Maria a Isabel, com as memoráveis semanas que permaneceram juntas em companhia dos Anjos na solene santidade das montanhas e dos campos, foi um superior sucesso do espírito destacado nos registros cósmicos para emulação de todas as demais mulheres do mundo que, em todos os tempos futuros, as desejarem seguir.

Lendo cuidadosamente o Evangelho de Lucas, notar-se-á que o Ego que tomou o nome de João, o Batista, já se encontrava trabalhando com sua mãe, na preparação de seu veículo físico. Ativo e consciente, no ventre de Isabel, como Espírito, percebeu a vinda de Maria e a saudou com alegria. Para esses exaltados Seres não existem barreiras, nem mesmo a da chamada "morte". Funcionam sempre no mais sublime estado de consciência, num contínuo ser e vir a ser.

Isabel e João foram igualmente beneficiados pela visita de Maria. A história da comunhão delas – essas santas mulheres – e os Egos-Mestres que viriam a ser seus filhos carnais, no silêncio das montanhas e dos campos, é uma das mais belas gemas bíblicas que servem de inspiração para as mães da nova era.

 Cada futura mãe é influenciada pelo Espírito que virá, por ela, reencarnar durante os meses de êxtase. A Santa Maria foi particularmente susceptível às tremendas vibrações espirituais do Sumo Mestre Jesus. Ela caminhava com nova beleza e graça. Suas palavras eram um contínuo fluir de Sabedoria que anteriormente não possuía em tamanha proporção e espontaneidade. A radiação da luz que a rodeava (aura) era deslumbrante à visão comum.

No momento em que Maria entrou no jardim de Isabel, esta se achava banhada pelo poder do espírito e saudou aquela como a mãe do Ungido celestial. Também Maria foi levada a uma exaltação de consciência quando percebeu o papel que Isabel iria assumir na vida de seu filho Jesus. Em exaltação e ação de graças, entoou ela estas belíssimas palavras: "Minha alma engrandece ao Senhor".

Durante a visita, Maria usou o aposento e o altar de Isabel e muitas foram as horas de êxtase de comunhão espiritual que as duas santas e futuras mães juntas passaram no adorável e silencioso jardim. Foi assim que elas viveram os três mais importantes meses da época pré-natal, nas montanhas, física e espiritualmente simbolizando a elevação do conhecimento espiritual.

E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?
Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.
Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.
Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,  
Lucas 1:43-46

Zacharias viu, além disso, que seria um grande privilégio seu ajudar a prover um corpo físico para uso de tão grande Espírito, durante sua missão na Terra.

E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas.
E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.
E o povo estava esperando a Zacarias, e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo.
E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tinha tido uma visão no templo. E falava por acenos, e ficou mudo. Lucas 1:19-22

Essas experiências muito elevadas são impossíveis de serem descritas na linguagem humana. Por essa razão os segredos da iniciação devem permanecer velados para muitos. Só podem ser revelados àqueles que se acham aptos a recebê-los. Aqueles que os recebem devem permanecer silenciosos aos que os esperam foram do Lugar Santo, mesmo que eles percebam que ele tenha tido uma visão no Templo.

Tal experiência provoca sempre naquele que a recebe, uma transformação interior que o distingue da média dos homens. Ele passará a difundir uma estranha radiação de sua aura. Suas palavras quer faladas, quer escritas, comunicam uma vibração de vida, cuja descrição é bem difícil fazer-se adequadamente. Suas criações, sejam pela palavra escrita ou oral, sejam por meio de alguma forma artística, levarão sempre infundidos, íntimos significados, reconhecíveis apenas por aqueles que se acham trilhando o mesmo caminho de iluminação interna.

E completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.
E os seus vizinhos e parentes ouviram que tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia, e alegraram-se com ela.
E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino, e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai.
E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João.
E disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome.
E perguntaram por acenos ao pai como queria que lhe chamassem.
E, pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E todos se maravilharam.
E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus. 
Lucas 1:57-64

Esta “lenda mística” acrescenta que foi João abençoado com uma belíssima infância e que o espírito de Deus constantemente lhe iluminava a face e as palavras.

Quando Herodes emitiu o decreto que todas as crianças do sexo masculino, até a idade de dois anos, deveriam ser mortas, Isabel tomou seu filho Yohan (João) – o nome da vida, e com ele fugiu para o deserto onde nenhuma pessoa vivia. Os anjos acompanharam-nos nessa jornada e os protegeram. Quanto à Zacharias foi morto pelos soldados defronte ao santuário, depois de lhes haver informado que o menino se encontrava oculto e seguro no deserto.

O ponto essencial das forças do mal, mais ativas nesse tempo, se concentrava na corte de Herodes. Herodes tinha dupla razão para mandar chacinar os inocentes: primeiro porque desejava frustrar o trabalho que as grandes Hierarquias estavam realizando para que se consumasse a salvação do mundo por meio de Jesus. Em segundo lugar, essa matança era uma forma de se conseguir sangue, no qual sabia encontrar a força mágica, a essência vital para a realização de seus propósitos malvados, ainda que a custa de vítimas inocentes e puras.

Tanto os Irmãos da Grande Irmandade Branca como os da Negra tem um método de transferência da essência do sangue para “algo mais”. Essa verdade é escrita no estranho hieróglifo de Abraão, o judeu, descoberto pelo alquimista Flamel. Nele se explica como por meio do massacre de inocentes, foi gerada a força mais tarde empregada por Herodes e sua corte em práticas nefandas.

Sempre houve um íntimo laço anímico entre Maria e sua prima Isabel, bem como entre seus filhos Jesus e João, o Batista. Ao tempo da perseguição de Herodes foi Maria, que em corpo astral,  avisou Isabel para fugir com o menino para o deserto. Passando logo depois nas proximidades desse local, a Sagrada Família alegremente os saudou em espírito.

Quando João,o arauto de Cristo ,era ainda jovem, sua mãe Isabel passou para o “mais além “,ocasião em que o rapaz ficou sob os cuidados de um santo homem do deserto,um iluminado essênio incumbido de prepará-lo para essa missão.

Nem a morte, nem o tempo, nem o espaço físico jamais constituíram barreiras para os Iniciados. Por isso muitas vezes recebeu João a visita de seus pais e tios. E, ambos os meninos, Jesus e João, cresceram, portanto, juntos, em graça e sabedoria.


Esse belo relacionamento de espíritos tornou-se mais forte e vibrante com os anos. Durante sua prisão recebeu João, muitas vezes, a visita de Maria e Jesus. Avisado da aproximação de grande luz que seus olhos espirituais podiam vislumbrar e que, penetrando se difundia por toda a cela, caia João de joelhos, e adoração e reverência. E além dos dois iluminados visitantes estavam hostes de anjos.

Ao chegar o tempo de seu martírio, esse elevado espírito, João, partiu da escuridão para a Luz, num consciente sacrifício, de boa vontade, em nome de seu Senhor. 

Traduzido da Rays from the Rose Cross (década de 1965) publicado na revista Serviço Rosacruz, de setembro a novembro de 1966.

30 de mar de 2017

Suas Últimas Palavras

REF. Várias passagens dos 4 Evangelistas

A Bíblia é o livro mais lido. Nela encontramos a narração da história, de guerras e exílios de uma nação e finalmente a aceitação de um só Deus pelo ser humano. As palavras pronunciadas por Cristo são as mais reverenciadas em toda a Bíblia. Se buscamos em Seus ensinamentos um sentido interno, nosso esforço é recompensado. Neles encontramos a solução para todos os problemas, o bálsamo para todos os sofrimentos dos quais é herdeira a carne, o homem mortal.

Recordemos Suas últimas palavras como estão gravadas no Novo Testamento, para que possamos comprrender a grandeza de Seu sacrifício. Ele as pronunciou depois da Crucifixão. Morreu pelos pecados de toda a humanidade passando por todas as amarguras que cada ser humano tem que passar, antes que o dia de sua ressurreição pudesse ser uma realidade.

Se Cristo não houvesse sido crucificado no Gólgota, não teria havido um Cristo Ressucitado na bendita manhã da Páscoa. Ele se capacitou para ser o Mestre, guia e ideal da humanidade; o único mediador entre Deus e o homem, depois que bebeu até a última gota, do cálice da dor, e se identificou com cada grau do inferno, de trevas, no interior de cada ser humano. Por isso Ele é a Luz do mundo e trouxe a luz ao mundo e a cada ser individualmente.

Cada acontecimento de Sua preciosa vida, como cada relato da Bíblia, é suceptível de várias interpretações. Podemos pensar que Sua crucifixão simboliza a crucifixão que todo ser humano tem que fazer de sua natureza passional, antes que seu espírito imortal possa exclamar como Ele exclamou: "Consumatum Est" (está consumado).

O Grande Espírito Arcangélico veio à nossa terra desde um plano de luz, de liberdade e de amor submetendo-se compassivamente a todas as limitações para poder entender as lutas e sofrimentos do ser humano e poder ajudá-lo.

A Sexta-feira Santa é o dia mais ignominioso e obscuro do ano. Este dia nos revela quão a meudo o auxiliar inegoísta não é compreendido. Cristo não pode evitar a vileza da crucifixão que Lhe foi imposta pelos mesmos seres a quem veio salvar. Não obstante, Ele terminou Sua missão. Todo servidor leal da cruz será crucificado e coroado de espinhos também, antes que possa fazer resplandecer a luz nas trevas.

Todos conhecem o relato de Sua história como nos é narrada nos Evangelhos. Pilatos, o governador de Judeia, advertido pelo sonho de sua esposa, lavou as mãos dizendo: "Sou inocente do sangue deste justo". Porém os inimigos de Cristo, manifestando um sadismo sem paralelo, pediram que se libertasse a Barrabás e se crucificasse a Ele.

"Que seu sangue caia sobre nós e nossos filhos", responderam a Pilatos. Cristo foi crucificado no Gólgota, entre dois ladrões.

Suas primeiras palavras nos mostram a amorosa consideração que sempre teve para com a mãe de Jesus, e para com o Seu discípulo amado, João. Como em todas as ocasiões Ele se preocupava mais com a dor alheia do que com a sua própria dor:

"Mulher, eis aí o teu filho", disse à mãe e "Eis aí a tua mãe", Ele disse ao discípulo amado, ao vê-los parados em frente à cruz, transpassados de dor, sem poder fazer nada. Com sua infinita compaixão abrandou a dor de seus seres amados, ajudando-os e unindo-os ainda mais.

Durante sua missão na terra Ele havia enfatizado os laços do espírito; porém agora reconhecia a necessidade dos laços familiares. Se nos diz que João levou Maria para sua casa, e durante o decorrer do tempo ela contou a João muitas coisas acerca da vida do Mestre.

"Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem", nos diz Lucas que foi a segunda palavra. Muitos Sermões relacionados a estas palavras têm sido pregados, porém o significado delas até hoje é difícil de entender. A multidão sadista, obscecada elo desejo insano de vê-lo crucificado, certamente não sabia o que fazia. Dominados por um sentimento de violência, exigiam a morte do mais nobre personagem que já havia pisado a terra. Ao ver que se realizavam os seus desejos, só restava a Cristo orar por eles. Se dava conta do muito que o Pai teria que perdoar.

Cristo foi crucificado entre dois ladrões para que fosse completa sua degradação, obrigando-o a repartir a vergonha com eles. Os dois ladrões representavam as duas classes de seres humanos que então, como agora povoam a terra: aqueles que egoisticamente o criticam e diminuem tudo e aqueles que possuem melhor juízo. Um dos ladrões sabia que o homem pregado na cruz não era culpado como eles. Repreendeu a seu companheiro dizendo-lhe: "Não temes a Deus? Nós recebemos o castigo por nossos pecados, porém este homem nada fez". Sabemos quão pronto Cristo prometeu ao ladrão arrependido que estaria com Ele no Paraíso. Nisto podemos encontrar novas esperanças. Não importa a gravidade de nossas faltas, nem quão profundo hajamos descido no mal, temos a promessa "vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei". Tão logo reconheçamos nossos pecados e prometermos lutar para reformarmos e fazer restituições, Ele vem em nossa ajuda, da mesma forma em que ajudou ao ladrão arrependido na Cruz. "Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso".

No Evangelho de São Mateus encontramos a quarta palavra. Lemos que os que passavam o injuriavam. Também os sacerdotes, os escribas e anciãos mostravam uma satisfação de gente sem alma; "Se és filho de Deus, desce da cruz" Lhe diziam.

"Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?" clamou Cristo ao ver a degradação a que era arrastado o espírito no interior do ser humano. Pensava que talvez havia fracassado no esforço por elevar a humanidade a um nível mais alto de consciência. A Luz perdida para a humanidade, o fez lançar este grito. Cada vez que um ser humano cede à tentação, e cai nas garras de sua natureza inferior, distanciando-se de seu Eu superior, abandona a Cristo em seu interior, e ouve sua voz de desalento "Porque me desamparaste?"

Depois destes acontecimentos, conhecendo Cristo que sua mis­são havia terminado disse: "Tenho sede." Todo ser humano também tem que suportar, além das torturas mentais e emocionais, agonia das necessidades do corpo físico.

A obscurirdade sobre a terra era total. O véu do Templo se rasgou de alto a baixo, esse véu que os Espíritos de Raça haviam colocado para que os mistérios do Templo e do sacerdócio fossem sempre privilégio somente para alguns poucos escolhidos. Agora ficava aberto o caminho para Deus a todos os humildes sem intervenção do Templo nem dos seus sacerdotes. Foi então quando a figura torturada do Salvador lançou seu grito de triunfo: "Está consumado."

Os ensinamentos ocultos nos dizem que foi neste momento que a força de Cristo cobriu totalmente a terra iniciando milhões de seres humanos no caminho do amor e da boa vontade.

"Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito." E tendo dito isto, Cristo expirou. Havia terminado Seu ministério no plano físico, mostrando-nos por meio de um grande sacrifício e seus sofrimentos externos, o caminho, para que todo aspirante sincero possa tomar sua cruz e seguí-Lo.

Na cruz encomendou seu espírito ao Pai. Depois de Ressurreição disse à Maria Madalena que subia ao Seu Pai e a nosso Pai.

Com os corações transbordantes de júbilo e gratidão, nos damos conta de que Ele nos mostrou o caminho e tornou possível que em cada manhã de Páscoa o Amor Divino se derrame sem limites sobre todos nós.

Como Cristos Ressuscitados cada um de nós se elevará eventual­mente quando termine sua Semana da Paixão.

Traduzido de uma lição da Sede Mundial e publicado na revista Serviço Rosacruz, julho, 1964

24 de dez de 2016

O Nascimento de Jesus (segundo Lucas, 2:1-7)

REF. Lucas cap. 2 - vers. 1 a 7. (*)

Mateus e Lucas são os dois evangelistas que narram o nascimento de Jesus. Lucas era médico e discípulo de Paulo. Escreveu seu evangelho em grego e tomou como base o que lhe contou Maria, sofrendo de outra parte, influência de Paulo. Mateus escreveu o seu em hebraico e dirigiu-o aos judeus, no esforço de convencê-los de que Jesus Cristo era realmente o Messias prometido.

O Cristianismo Esotérico (Filosofia Rosacruz) demonstra que os evangelhos são MÉTODOS DE INICIAÇÃO. Isto explica as aparentes contradições que existem entre eles, principalmente entre os sinóticos, que seguem um esquema semelhante de fatos da vida de Jesus.

O Evangelho de Lucas desenvolve uma linha mística. O evangelho de Mateus traça um método racional, voluntarioso. No evangelho de Lucas o nascimento de Jesus ocorre numa atmosfera de humildade, de simplicidade, longe de espectadores, de perseguições: numa simples estrebaria, o menino colocado numa manjedoura, a visita dos pobres pastores. Em Mateus Ele nasce em sua casa; recebe a visita dos Reis Magos que lhe trazem como presentes ouro, incenso e mirra. Herodes fica receoso de que seu trono passe ao novo Rei de Israel (das profecias) e manda matar as crianças belemitas. Em Lucas é sempre Maria (a imaginação, a intuição, o coração, o pólo feminino) que recebe as visitas e as ordens do Anjo. Em Mateus é José ( a vontade, a razão, a mente, o pólo masculino) que recebeu os avisos.

O fato de os evangelhos tomarem como base a vida de Jesus não quer dizer que sejam uma simples rememoração histórica. Na verdade, a biografia de Jesus oculta intencionalmente MEIOS ESOTÉRICOS de aprimoramento, para os Nove Mistérios Menores ou Nove Iniciações Menores.

Vejamos aqui uma interpretação para a narrativa de Lucas no  cap. 2: 1 a 7

A observação de Jesus é o primogênito não implica na necessidade de que posteriormente Maria viesse a ter outros filhos. O sentido é outro: Jesus era o Békor, isto é, o que pertencia a Deus e devia ser-Lhe consagrado desde o nascimento. Isto corresponde à explicação esotérica: primogênito é o iniciado que se livrou das limitações referentes ao passado (períodos de Saturno, Solar e Lunar e metade marciana do Período Terrestre); o que conscientizou as experiências passadas dos diversos graus de consciência e os incorporou como alma. Portanto, pertence a Deus, está livre para etapas superiores.

Lucas só fala na manjedoura. Mas a tradição cristã enriqueceu-lhe a narrativa com o pormenor lendário de que Jesus foi colocado entre um boi e um jumento. Essa tradição foi inspirada em Isaías: 1:3 e em Hebreus 3:2. “Serás conhecido no meio de dois animais”.

Interpretação Esotérica:

A estória do recenseamento é simbólica. Não era praxe romana a exigência de que os cidadãos se locomovessem para ser recenseados na cidade natal. Os romanos eram ótimos juristas e eminentemente práticos: não iriam arriscar-se a movimentações de grandes massas de povo que deviam controlar.

Na cidade de Belém havia uma escola iniciática de grande valor espiritual, mantida pelos essênios e tradicional no profetismo judaico. O significado etimológico de Belém é “casa de pão”, daquele pão transubstancial que o candidato à Iniciação deve formar com os grãos de trigo das oportunidades diárias de crescimento anímico, moendo-os, assando-os e formando o pábulo – o pão vivo – que cria e alimenta a alma.

José dirigir-se a Belém significa: através da razão, o candidato busca conscientemente seu objetivo espiritual na vida. José vai acompanhado de sua mulher Maria: o aspirante rosacruciano desenvolve o lado místico, paralelamente ao ocultista. Maria está grávida: o Aspirante está prenhe de realizações internas e próximo ao despertar iniciático. 

Depois vem o nascimento, a culminância do longo período de preparação, o amadurecimento da alma. E vem através de Maria (o lado Místico, a imaginação pura), pois a Iniciação é um preparo através do Corpo Vital, por meio de melhores hábitos, de serviço altruísta, de oração, de meditação, de retrospecção, etc., num campo interno. Só mais tarde atinge o intelecto. A igreja tomou o sentido do nascimento em Belém (casa do pão) como a hóstia, símbolo do corpo de Cristo (interno), na comunhão que se há de verificar dentro de nós.

Belém (casa do pão) era a cidade de Davi (o bem amado), isto é o santuário do amor feito homem, o corpo humano quando já espiritualizado.O retorno de José a Belém, cidade de seus antepassados é uma rememoração de vidas anteriores, um processo iniciático, uma revisão consciente e global do caminho evolutivo percorrido.

Neste santuário de amor, feito homem (o corpo espiritualizado) a Vontade iluminada (José) em união com a imaginação (Maria) geram Himmanuel (Deus conosco ou Deus em nós ou o Cristo Interno) pelo despertar do candidato à realidade divina interna (sem ostentação nem espectadores) em humilde isolamento. O estábulo é próprio para os animais, isto é, o encontro da consciência humana com sua realidade divina há de se dar no corpo material, no candidato ainda humano, com defeitos, embora com seus instintos já domesticados (o boi e o jumento)

A criança é o fruto espiritual. Foi deitada na manjedoura (mente concreta) onde as necessidades humanas (os animais) se alimentam (de idéias). Só então é que José (a Mente) vê Jesus: a mente vê descer à pequenez de sua percepção o espírito que se faz consciente.

Esta concepção é realmente virginal, porque só o espírito é que pode realizá-la em nós. Tomamos consciência de que já existe e de que é divinamente concebido. Evidentemente o nascimento só poderá realizar-se quando se completarem os dias, isto é, quando o amadurecimento interno tiver chegado a termo. Daí que sempre insistamos: “sê vigilante e esforça-se paciente e perseverante, sem prazos, sem impaciência, sem vistas aos frutos da colheita. Não pergunte em que ponto você e quanto falta ainda. Ele virá como um ladrão à noite inesperadamente: “quando o discípulo estiver preparado o mestre aparece”....
Fonte: Revista Serviço Rosacruz - edição especial de Natal, 1974

(*) Lucas: Cap.2: 1 a 7
E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse
(Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).
E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.
E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),
A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.
E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

11 de out de 2016

As Crianças....esses mistérios

Ref.: Matheus, 19. 1-14 (vide gravura)

"As crianças -esses mistérios - sempre as temos entre nós e à nossa volta. Da maneira de solucionar esses mistérios vai depender do que possamos colher, como guardiões que somos delas. Não está acima da inteligência mediana a capacidade de erigir um horóscopo comum para leitura do caráter. Caráter é destino, e se conhecemos o caráter de uma criança podemos depositar, para nós mesmos, um grande tesouro no céu fortalecendo-lhe as boas tendências e ajudando-a com o exemplo e com regras, a enfraquecer o mal."

"Na opinião do autor, uma das maiores utilidades da astrologia consiste em determinasse o caráter das crianças e educá-las de modo a fortalecer seus pontos fracos e debilitar suas tendências para o mal. Na leitura do caráter, a astrologia é corretamente interpretada em por cento dos casos pelos astrólogos mais experientes, de modo que nenhum pai pode beneficiar mais seu filho do que encomendando seu horóscopo ou aprendendo a fazê-lo por si mesmo. Entretanto, enquanto aprende, pode solicitar a um amigo astrólogo que faça o horóscopo da criança."

Extraído de: Astrologia, seu alcance e limitações – por Max Heindel (veja aqui)

19 de jul de 2016

A Bíblia, a Poesia e a Música

Artigo extraído da obra citada na gravura acima. (Veja nota no final do texto)
Podemos não concordar com a Bíblia, temos todo o direito de opinar livremente. Todavia, lembremos que o maior médico da História da Humanidade, Paracelso, (Poderão ler o meu trabalho: PARACELSO E A COSMOBIOMEDICINA) em que vemos que dava bom uso a este livro; recordemos que o maior dramaturgo de todos os tempos, Shakespeare, também o tinha como uma das suas fontes de inspiração. Usava a famosa tradução de Genebra.

É certo que não existe uma única linha do Antigo Testamento, que o antigo hebreu tinha costume de não usar as vogais, como era escrito todo seguido; também é Verdade que faltam alguns livros que deviam ter sido incluídos; por outro lado, o Novo Testamento sofre de problemas semelhantes: o original do texto do evangelho de Mateus, escrito em aramaico, desapareceu; o que temos é a versão em grego. Assim, todo ele está escrito neste idioma que não usava pontuação. Por isso, os Oráculos, mormente o de Delfos, acertava sempre: a pontuação dava para os dois lados. Isso sucede, por exemplo, nas palavras proferidas por Cristo na Cruz, segundo a versão de Lucas que era médico: a versão da Igreja Católica tem: Em Verdade te digo: Hoje estarás Comigo no Paraíso. Ora esta pontuação está em contradição com as Suas palavras escritas por João no seu evangelho, após a ressurreição, no momento em que encontra Madalena, a discípula muito amada: Não me toques pois ainda não subi para Meu Pai.

Há textos que não usam a pontuação, o que está certo, em minha opinião; outros têm pontuação diferente. Para muitos a melhor versão será: Em verdade te digo, hoje; estarás Comigo no Paraíso.

Também os erros de tradução existem desde o começo, exemplo da tradução de célula por costela; como estão erradas as interpretações literais, quando o texto está pleno de alegorias astronómicas como nos casos de Sansão, Jacob, etc. Também, o número dos que se salvam, que surge no Apocalipse, 144 000, é cabalístico. Como sabemos, no alfabeto hebraico como no grego, cada letra corresponde a um número, revelando uma profunda união entre o som de cada letra e a matemática, a geometria. Logo, a Palavra ADM, Humanidade, é igual a A=1; D=4 e M= 40. Ficamos por aqui e vamos ao tema do meu trabalho, consciente que tudo está mais unido do que se pensa numa interpretação escolástica ou dogmática.

A cultura hebraica amava a poesia e a música. Aliás as antigas civilizações, quase todas, dedicavam-se, com mais ou menos profundidade, a estas duas artes, intimamente unidas.

No caso da cultura judaica, vejamos o que é relatado na Bíblia.

Jubal, descendente de Caim, este simboliza todos os que, ao longo da evolução, têm inclinações para as artes e ciências, foi “o pai de todos quantos tocam harpa e flauta.” Génesis, 4-21. Por sua vez, Cila teve um filho, Tubal-Caim, que foi o progenitor de todos os que “fabricavam instrumentos de cobre e ferro.”  4-22.

Quando Moisés conseguiu libertar o seu povo hebreu da escravatura no Egipto, abrindo passagem no Mar Vermelho, afastando as águas, para que ele passasse e logo de seguida foi cerrada, nela morrendo os egípcios com os seus cavalos, etc. Maria, a profetiza, irmã de Aarão, tomando um adufe e todas as mulheres a seguiram, cantando e dançando. Êxodo, 15-19.

Por sua vez Davi após a sua vitória sobre os filisteus é recebido com música e dança por todas as mulheres que tocavam tamborins e címbalos. I Samuel- 18-6.
Os Salmos são cânticos cheios de lirismo, de louvores a Deus, de hinos, verdadeiras obras-primas literárias, certamente criados por vários autores.

No Salmo 20, surge um Hino sobre a Libertação do cativeiro do povo no Egipto. O mestre do coro escolhe a melodia OS LAGARES. Certamente isto indica que o local seria onde o azeite é fabricado. E mais há frente manda que toquem o saltério, que façam vibrar os timbales, pulsai a melodiosa cítara e a lira e tocai a lambreta.

Em São Lucas, 1-46, eis a célebre MAGNIFICAT,  que o luterano J. S. Bach aproveitou para criar uma das suas famosas obras vocais, um cântico a Maria, mães de Jesus. Está composto em ré maior, BWV 243, para ser entoado e tocado nas vésperas do Natal em Leipzig, onde vivia. É uma magnífica obra que revela a sua elevada religiosidade de um cristão-rosacruz.

Quanto à poesia esta preenche uma boa parte da cultura do povo hebraico. Vemos o CÂNTICO DA FONTE, Números- 21-17, certamente ligado ao trabalho, junto a uma fonte, havia outros ligados às vindimas, à ceifa.

Nas festas dos casamentos, além dos cânticos, havia música e dança. No fundo um a íntima ligação entre a poesia lírica hebraica e a música.

Os Salmos são um manancial de canções, de cânticos, de hinos, em que a espiritualidade eleva até aos céus, até Deus.

Nota do autor sobre sua obra: A Música e a Poesia, Elos na Linguagem do Amor Universal
"Partindo de uma palestra que nos foi solicitada sob o tema: A ligação entre a Música e a Poesia, pela Editora Helvetia-Suíça-Brasileira, para proferir no 1º FESTIVAL DE LISBOA DE POESIA- NO AUDITÓRIO DO HOTEL HOLIDAY-INN-LISBOA, e face ao interesse que as pessoas demonstraram, decidi publicá-la após melhorar e aumentar o seu texto, introduzindo muitas fotografias ligadas a estas duas grandes áreas da cultura universal." 




Veja trechos de PARACELSO E A COSMOBIOMEDICINA aqui
Página do escritor Delmar Domingos de Carvalho
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